O ASSASSINATO DO JORNALISTA MANOEL LEAL

Como foi o assassinato de Manoel Leal
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Jurista aponta falhas e omissões
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A investigação federal
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Os suspeitos e os investighadores
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O que fizeram e as falhas da Federal
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Falhas e omissões do delegado
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Falhas do promotor público e conclusão
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As falhas do Inqueérito
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O que fizeram
O diretor da Polícia Federal em Ilhéus, Rubens
Patury, apurou extra-oficialmente e comunicou a seus superiores que os
autores seriam Marcone Sarmento (foragido da justiça), Mozart Costa
Brasil (agente da Polícia Civil da Bahia) e Roque de Souza (informante
da SSP/BA), passando esta informação também ao diretor
da Dirpin (Valois).
O delegado da Polícia Civil João Jaques Valois,
no dia seguinte ao crime e alegando tratar-se de um crime de "grande repercussão
pública", pediu o acompanhamento do promotor público em seus trabalhos. Ouviu testemunhas próximas ao local do
crime, as pessoas que viram a caminhonete e os homens, bem como o filho
e dois empregados da vítima.
Dos apontados como desafetos da vítima ouviu apenas Francisco
Valdeci e Lício Fontes, mesmo assim porque os dois tomaram a iniciativa
de depor. Pediu e obteve contas de linhas telefônicas, listas de
propriedade de veículos similares ao do crime. Obteve a perícia
do corpo e roupas da vítima, assim como das balas que o atingiram
e do revólver de uso diário de Mozart.
Depois da divulgação das investigações
da PF ouviu os supeitos Mozart, Roque e Thomaz. Recebeu de Mozart e Roque alguns documentos e os lançou
nos autos. Fez o reconhecimento dos suspeitos por foto e obteve certidões
de imóveis.
O promotor Ulisses Campos Araújo não fez qualquer
requerimento, não pediu que se realizasse nenhuma diligência
e limitou-se a estar presente em alguns interrogatórios, na maioria
deles sequer fazendo perguntas. Funcionou apenas para "autenticar" a investigação
do delegado, assinando inclusive documentos dos autos.
Há informações de que autenticou depoimentos
aos quais não esteve presente, o que é "ilícito penal
e desmoraliza tanto o inquérito quanto a instituição
que ele representa", afirma o jurista.
Falhas da PF
A Federal fez investigação paralela, chegando aos
nomes de Marconi, Mozart e Roque, ao carro usado no crime, a contas bancárias
e ao patrimônio dos suspeitos, mas (segundo o jurista) não
parece ter feito isto por iniciativa própria e sim provocado pelos
superiores, a quem se preocupou em relatar o resultado. Segundo relatório
do delegado, ao pedir as informações à Federal, teve
como resposta que ela preservaria suas fontes. Para o jurista, nenhuma
informação que possa levar à solução
de um crime deve ser preservada, "muito menos para outro agente policial".
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