O ASSASSINATO DO JORNALISTA MANOEL LEAL

Como foi o assassinato de Manoel Leal
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Jurista aponta falhas e omissões
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A investigação federal
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Os suspeitos e os investighadores
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O que fizeram e as falhas da Federal
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Falhas e omissões do delegado
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Falhas do promotor público e conclusão
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As falhas do Inqueérito
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Sobre os supeitos
Marcone Sarmento: conhecido homicida nesta região, condenado
e foragido da Justiça, mesmo assim costuma frequentar Itabuna, onde
cultiva a amizade e proteção de pessoas influentes na cidade.
Mozart Brasil: é agente da Polícia Civil da Bahia
e apesar disso responde a processo criminal na 12a. Vara Crime de Salvador,
já tendo sido preso uma vez. Seus salários são baixos,
mas confessa ter pelo menos três veículos, um deles uma caminhonete
com placa igual à da usada no crime, uma fazenda em Araças-BA
com escritura lavrada em Santo Antônio de Jesus em nome de uma parente,
contas em quatro bancos (Bradesco, Baneb, CEF e Bamerindus), além
de ser dono da empresa Maveron que presta serviço de segurança
à Viação Águia branca e à Viação
São Pedro, onde tem inclusive carteira assinada.
Roque Souza: já ganhou um dinheiro alto na loto, gastou
tudo em pouco tempo e trabalha na empresa Norral, prestando serviços
na Viação Águia branca em Salvador. Se diz amigo íntimo
de Mozart a ponto de ajudá-lo em "investigações policiais"
inclusive em Itabuna, no caso das fraudes do IPTU. É semi-analfabeto
mas goza de privilégios especiais na Águia Branca, viajando
de graça sem que seu nome conste na lista de passageiros, e é
contratado pela empresa quando está de férias da Norral.
Thomaz Iracy: diz que foi preso em Santo Antônio
de Jesus (onde tem um comércio e onde Mozart lavrou a escritura
do imóvel comprado logo após o crime) acusado de homicídio
juntamente com seu filho. Afirma não ter amigos nem negócios
em Itabuna.
Sobre os investigadores
O jurista lembra que tanto o delegado João Jaques Valois
quanto o promotor Ulisses Campos Araújo têm larga experiência
profissional e tinham a obrigação de saber o tipo de crime
que estavam investigando e que tipo de pessoas executam tais crimes. Ambos
tinham a obrigação de checar toda e qualquer informação
e sabem que tinham à disposição para isto várias
formas de identificação, obtenção de informações
sigilosas e apreenção de documentos.
"Se por um lado o crime foi executado por profissionais, também
é verdade que as apurações estiveram em mãos
de agentes públicos que não podem se dizer menos preparados
profissionalmente", diz o jurista.
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